segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Estivação III

Todo o mundo supervaloriza demais a porra do amor. Culpa das novelas. Não só delas, mas delas também. Todo o mundo preocupado demais em se safar da tristeza, do ódio e do rancor de uma vida sem amor. Qual é! Não deveria ter começado assim, mas já comecei. O rascunho é salvo automaticamente e dá um trabalho dos infernos ir nas postagens e apagar os rascunhos. Então, como quase dá no mesmo mesmo, deixa assim mesmo.
Acontece quase a mesma coisa com o sexo - que é uma coisa completamente diferente. Os homens agem como se fizessem tudo por uma boceta e as mulheres agem como se os homens agissem como se fizessem tudo por uma boceta. Qual é! É assim mesmo? É assim mesmo. No fundo, no fundo. No fundo das pieguices, dos sistemas financeiros, das universidades e das organizações empresariais. No fundo das cuecas e das saias, das cabeças - desde a mais pura e ingênua à mais pervertida e ninfomaníaca.
Você quer descobrir o que é o amor, né? Está procurando no lugar errado. Pois bem, vou lhe dizer o que é o amor. O amor é um cão dos infernos. O amor é como a névoa matinal que turva a nossa visão e depois se desfaz em pouco tempo. E é, também, um mecanismo biológico de atração para o fim - pura e simplesmente - da persistência da espécie humana.
Felizes são os animais irracionais - que não têm de escrever poesias, cantarolar versos esnobes e ganhar milhões. Felizes eram os homens das cavernas - que só precisavam de uma ereção. Isso - sim! -, isso é amor.
Mas, não, que é isso! O amor tem que ser complexo demais que não caiba na mente de um coitado e o faça sofrer até que se jogue do décimo terceiro andar de um prédio qualquer - que não foi erguido com o intuito do suicídio, diga-se de passagem. O amor tem que ser esse lance, essa química, essa troca de nada com nada que não tem resultado e dá em qualquer um, do nada.
Maldita novela. Maldita arte que faz sentir até aqueles que não têm cocô de galinha nenhum na cabeça. Tá aí: pensei que estivesse digitando um texto completamente negativo e despropositado. Chego, então, num parágrafo que traz uma ideia muito frutífera e feliz - embora continue completamente despropositada. Talvez o amor ocupe bem a mente - ou o coração, a boceta, o rabo ou sei lá o quê - de quem não tem nenhum senso nem qualquer instinto da beleza nua e crua que é a vida.
Tinha mais algumas palavras pra descomer aqui, no meio dessas tantas outras, mas preferi acabar este texto no parágrafo anterior mesmo. E não vou mais continuar com essa porcaria de estivação - que eu não sei nem o que é isso. É, olhei o que era. Desde antes do primeiro texto. Mas tem coisas que a gente não entende a não ser que se queira deixar de teimosia. E eu não quero. Sabe como é.