Maria Aparecida Santos de Brito. Eis o nome que me ocorria à cabeça, nessa madrugada insólita. Logo quando eu pensava naquela bunda, naquele seio assaz, de firmes mamas e auréolas tão bem delineadas e definidas, aparecia-me um ser com um braço quebrado. E gemia. Solicitava um auxilio humano. E ali, senhores, não havia humano sequer. Apenas poucos marcianos e outros humanóides que se fingiam fragilizados pelo teor sentimental das súplicas, tréplicas e lágrimas de Maria. Hospital público não adianta. Eis a merda do país em que vivemos. Para se ter um atendimento quase digno é necessário assinar um cheque de cinco mil paus, meu velho. E esse valor, não é qualquer ser vivo que está disposto a assinar. Hahahahaha. E Maria com o braço quebrado, e eu com a mente quebrada.
Depois foram aquelas cordas que me tiravam o sossego. Aquelas cordoadas, aquelas nádegas bailantes. Aquele tecido macio que não senti. Tal qual um esperma recém-nascido. A lista de músicas não cessa, meu querido leitor. E eis que, depois de uns tragos a mais, todos já estávamos mais dispostos a carícias e afagos menos hipócritas. Estávamos mais angustiados que um goleiro na hora do gol. Meu querido Bel.
Meu querido Buk, que os escritores são seres perigosos. Principalmente os que vivem a escrever sobre paz, amor, ou assuntos desse gênero. São seres perigosos. Não se importam com Maria fulô, ou a própria lágrima desvairada que lhes desce à face. Pouco ligam atenção ao punhal em seu pescoço. Sangue é sangue. Vida é vida. A vida, por si, já é meio morte. E a morte já é toda de uma vida. De uma vida toda, na verdade.
Mas enquanto houver espaço, tempo e algum modo de dizer não, eu canto. Hora direis. Hora direis. Hora direis.
Depois foram aquelas cordas que me tiravam o sossego. Aquelas cordoadas, aquelas nádegas bailantes. Aquele tecido macio que não senti. Tal qual um esperma recém-nascido. A lista de músicas não cessa, meu querido leitor. E eis que, depois de uns tragos a mais, todos já estávamos mais dispostos a carícias e afagos menos hipócritas. Estávamos mais angustiados que um goleiro na hora do gol. Meu querido Bel.
Meu querido Buk, que os escritores são seres perigosos. Principalmente os que vivem a escrever sobre paz, amor, ou assuntos desse gênero. São seres perigosos. Não se importam com Maria fulô, ou a própria lágrima desvairada que lhes desce à face. Pouco ligam atenção ao punhal em seu pescoço. Sangue é sangue. Vida é vida. A vida, por si, já é meio morte. E a morte já é toda de uma vida. De uma vida toda, na verdade.
Mas enquanto houver espaço, tempo e algum modo de dizer não, eu canto. Hora direis. Hora direis. Hora direis.