sexta-feira, 24 de abril de 2009

Maria Aparecida Santos de Brito. Eis o nome que me ocorria à cabeça, nessa madrugada insólita. Logo quando eu pensava naquela bunda, naquele seio assaz, de firmes mamas e auréolas tão bem delineadas e definidas, aparecia-me um ser com um braço quebrado. E gemia. Solicitava um auxilio humano. E ali, senhores, não havia humano sequer. Apenas poucos marcianos e outros humanóides que se fingiam fragilizados pelo teor sentimental das súplicas, tréplicas e lágrimas de Maria. Hospital público não adianta. Eis a merda do país em que vivemos. Para se ter um atendimento quase digno é necessário assinar um cheque de cinco mil paus, meu velho. E esse valor, não é qualquer ser vivo que está disposto a assinar. Hahahahaha. E Maria com o braço quebrado, e eu com a mente quebrada.
Depois foram aquelas cordas que me tiravam o sossego. Aquelas cordoadas, aquelas nádegas bailantes. Aquele tecido macio que não senti. Tal qual um esperma recém-nascido. A lista de músicas não cessa, meu querido leitor. E eis que, depois de uns tragos a mais, todos já estávamos mais dispostos a carícias e afagos menos hipócritas. Estávamos mais angustiados que um goleiro na hora do gol. Meu querido Bel.
Meu querido Buk, que os escritores são seres perigosos. Principalmente os que vivem a escrever sobre paz, amor, ou assuntos desse gênero. São seres perigosos. Não se importam com Maria fulô, ou a própria lágrima desvairada que lhes desce à face. Pouco ligam atenção ao punhal em seu pescoço. Sangue é sangue. Vida é vida. A vida, por si, já é meio morte. E a morte já é toda de uma vida. De uma vida toda, na verdade.
Mas enquanto houver espaço, tempo e algum modo de dizer não, eu canto. Hora direis. Hora direis. Hora direis.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu não esqueci, não, seu puto! E a minha garrafa, aqui, me faz lembrar muito bem.
Você quer ler algo sobre o nosso velho Hank. Ou nosso velho Harry. Ou o nosso Charles Bukowski. Pois eu lhe digo: era um puto safado que não chapava nem fodia. Um velho ranzinza - sim - que ganhou uma grana à altura de sua vida escrevendo essas coisas que hoje tanto nós apreciamos.
E eu não esqueci seus peitinhos de donzela, minha querida. Você pode até querer me enganar ou até se enganar. Mas eu sei que você quer mesmo é um macho que te foda direitinho! Beije, acaricie, chupe, meta e goze dentro. Eu sei, safadinha, eu sei. Não adianta ficar com esse papo de bêbada para cima de mim, que sou melhor em cima de você, direitinho.
Agora, se me dão licença, preciso de um trago. E me ausentar por alguns instantes.
O que é consequente!