Havia mais de mil dias que esperava por aquela noite. Foram três anos olhando para aqueles peitos e bunda sem ao menos ter sido notado. Então chegara a minha vez. Lá estava ela: saia curta, pernas cruzadas e bêbada. Sentei-me ao seu lado, sem ligar atençãos aos seus acompanhantes, que eram poucos e sem nada que me interessasse.
-Você é louco?
-Não.
-Eu sempre achei que você fosse meio biruta.
Nunca pensei que ela pensasse que eu fosse alguma coisa. Mas já era um passo. E depois... que expressãozinha mais obsoleta. Bem que eu fosse meio biruta.
Aproveitei-me do ensejo para por a mão sobre o seu joelho. Como a única resposta que obtive foi um descruzar de pernas explêndido, comecei a mover meu punho vagarosamente, escalando aquela coxa macia - que agora mais parecia um obstáculo a ser enfrentado arduamente. Engano: cheguei facilmente à sua úmida calcinha, que por intercessão divina não evaporava ao calor do seu sexo.
Estranhei o seu estado inerte. Ela apenas abria e fechava os olhos lentamente, como se estivesse em transe. O seu olhar era lascivo ao extremo, quando com os olhos abertos. E quando com eles cerrados, fazia-me duvidar de que estava viva. Mas suas partes baixas não me deixavam dúvida: havia naquela mulher um fluxo sangüineo sobre-humano de elevadíssima temperatura. Com um pouco de sorte, não estaria ela no início do ciclo menstrual.