Alegria de postar aqui novamente. É tanto que dedico um parágrafo inteirinho só pra contá-la. Escrevendo essas palavras que precederam o primeiro ponto deste solilóquio, abateu-me a impressão de como a palavra postar é bonita e como ela vem sendo amplamente utilizada ultimamente - graça aos nossos contemporâneos meios de publicação e propagação da informação. Procure no dicionário. É bonita mesmo.
Ontem foi um dia de cão. Afirmo isso com certo receio por que muitas vezes me pergunto se os cães viralatas gostam da vida que têm, se são felizes, se se preocupam com dinheiro, dívidas e outros perrengues. Precisava abrir uma conta. Fui ao banco do Brasil. Duas vezes. Meus óculos quebraram-se - perdeu-se uma perna metálica. Apelei: entrei, molhado de chuva, em outros bancos.
O banco do Brasil não é dos brasileiros. Não sei de quem é, na verdade. Mas se fosse deixar de escrever para mim mesmo por conta de não saber se o que escrevo é verdade ou não, todas estas palavras acabariam por não manchar os intermitentes pixels dos monitores que exibem este blog. Possivelmente, o BB é de quem é dono do Brasil e os brasileiros não se podem dar ao luxo de contar com seus solícitos serviços. Mas podem dar lucro, à vontade.
Porra. Que literatura decadente. Há algum tempo - mais que um ano -, escrevi sobre essas benditas instituições bancárias mas sob um aspecto bem mais aprazível - peitos e bundas. Hoje, escrevo como alguém que chora o leite derramado do peito da mãe que, negligente, não presta atenção ao bebê faminto em seu colo. Decadente, desprezível, infame, torpe. Deveria estar postando no Décadence - sem perigar descreditar meus colegas publicadores, que há tempos não publicam algo lá.
Melhor parar por aqui. Antes que o tempo me convença que foi um erro ter começado.