segunda-feira, 23 de março de 2009

A escola chamada Brasil [ou Foder cu de gato]

"A diferença entre democracia e ditadura é que, numa, primeiro a gente vota e depois cumpre ordens, ao passo que na outra não é preciso perder tempo com eleições"

Crônica de um amor louco - Política é o mesmo que foder cu de gato (Bukowski)





Tá tudo errado! Não há mais cultura que preste, não há mais arte que preste, não há mais música que preste, não há mais livro que preste, não há mais gente que preste. Até o tédio já não mais presta.
O que há de errado com a liberdade? Só uma coisa: não precisar mais LUTAR pela mesma. Reinvidicar, protestar, RECLAMAR. Na época da ditadura havia um algo a seguir. E assim a ditadura disse: "Faça-se a música". E bum! lá estavam Chico, Caetano, - que perdoe-me a conciência - Roberto Carlos e muitos outros. "Faça-se a literatura": lá vinha Jorge Amado e sua tribo de escritores que eram, mais que anti-ditadura, pró-liberdade. "Faça-se a luz!". De repente, ainda que todos os revolucionários tentassem ligar o interruptor, a Democracia vem e desliga o geral.
Democracia. Só pode ser coisa do cão, caros - e poucos - leitores. Enquanto antes cumpriam-se ordens de alguém que, deveras, lutou para atingir o ápice político - fodeu BEM o cu do gato -, na democracia somos ordenados por charlatões: seres que ludibriam cidadãos e cidadãs, atingindo assim o posto de manda-chuva.
[texto encontrado datado de 06 de setembro de 2007]


E, abaixo, a conclusão:

Olá Matheus,
Boa tarde.
A pessoa responsável pela aprovação de artigos me passou seu contato, em relação ao texto: "Abaixo à Democracia!" que apesar de ter uma idéia boa foi recusado por causa de algumas expressões, como: "fuder o cú do gato".
Estou entrando em contato, apenas para esclarecer o motivo da rejeição do seu artigo, infelizmente não podemos aceitá-lo, pois fere nosso termo de uso.
Qualquer dúvida que você tiver, entre em contato comigo.
[e-mail datado de 13 de setembro de 2007]

A resposta foi devido a uma tentativa frustrada de postar o meu riquíssimo texto em um blog do algosobre, blogs disponibilazdos através do site Brasil escola.
Então eu desisti de escrever coisas sérias e copiosas, como fazia o velho Bukowski.
Só gostaria de esclarecer a Thiago que em momento algum eu declarei "fuder o cú do gato". Ou eu acho que não fiz isso. Talvez seja falta de atenção da "pessoa responsável pela aprovação de artigos", que não possa doar parte do seu tempo lendo besteiras acerca de coisas irrelevantes ao Brasil como democracia, liberdade de expressão e alienação aos direitos do cidadão. Reflexo do país em que vivemos? Compreendo perfeitamente que o atencioso Thiago Ribeiro - como superior da "pessoa responsável pela aprovação de artigos" - não tem qualquer disponibilidade para confirmar o que de fato há em escrito.
Resta a mim ter tempo suficiente para continuar escrevendo essas merdas!
Fazer o quê, truta?

domingo, 22 de março de 2009

O meu torpe dizer

Hahahahaha. Um smile de sorriso sem graça e ela não imagina que eu acabei de bater uma imaginando comê-la no sofá de casa. E foi algo maravilhoso. Ainda que sem muita intimidade ou mesmo amizade, tudo foi compensado pela parte instintiva e física. A física é mesmo uma belíssima matéria.
E que idéia é essa de ideia não levar mais acento? É a desmoralização de um ideal. Ainda mais uma palavra tão bacana como essa. Estou de luto oficial declarado por quanto tempo ainda insistir em ter com língua-pátria um idioma que não recebe o valor que merece. A bem da verdade, o nosso idioma é o tupi-guarani, mas esse é que não ganha nem uma vírgula de qualquer acordo ortográfico que seja. O melhor acordo fica sendo, mais uma vez, discordar de tudo isso e continuar escrevendo errado a tudo e a todos - é óbvio que a galera da internet e a turma do ENEM não vai encontrar problema algum nisso.
Eu também sou da turma do ENEM. Ah, caralho. Da turma da internet também. Então vou continuar escrevendo idéia, tranqüilo e falando clítoris. Além disso, não escreverei mais em prova vestibulares sobre hímen - esse termo não sei se sofreu alguma alteração. Na verdade, nem fui atrás do tal acordo ainda. Mas para meus familiares e amigos que me consideram um cara estudioso e inteligente, tenho uma explicação: minha professora de português é simplesmente broxante.
Tá okay?
Tá okay.

terça-feira, 17 de março de 2009

Priva(c)Idade

Há algum tempo desde que me deu vontade de escrever sobre esse tema tão fútil e estúpido - e não foi deus quem deu. Talvez não haja nem motivo para tal, mas eu invento alguma coisa por aqui. Inspirado pela melancolia e causticidade da música de Belchior - grande poeta -, começo esse efêmero artigo.
Todo limite é burro. Não creio que tal seja o termo correto para se designar responsabilidade ou outro algo que se valha. Limitar é ter a certeza de não poder ir além da mediocridade e, quando alguém se deixa vulnerável a esse papel, acaba por se proibir a experiência de situações sublimes e importantes nos quesitos sabedoria e experiência de vida. Não falo apenas de drogas, sexo ou rock.
O preconceito etário é uma triste realidade desde que se fez existir a diferença. Quem terá sido mais velho? Adão ou Eva? Não digo ser vítima do preconceito - afinal, considero-me muito mais réu ou cúmplice -, mas há certos casos que são mesmo criminosos. Principalmente quando limitam as minhas ações / reações.
É, sim, algo químico. Aquele olor maturo de sexo feminino bem cuidado simplesmente mexe comigo. E o de mata virgem também me é muitíssimo agradável. Não limito a minha verdade a você, apenas a apresento. Não há verdade absoluta, toda verdade é relativa. Portanto, sinta-se à vontade para me impor tal preconceito! Quem se priva é você, privada.
Puta merda! Estive tão apressado, na melhor parte.
Pior que ejaculação precoce.

domingo, 15 de março de 2009

A branquinha de olhos de fogo

Ao querido Buck,
que gostava de ver as calcinhas da vizinha.

Mente insana, bota fogo nessa coisa que essa coisa é palha! E isso é plágio. Não meu, não seu, mas é. Aliás, o que não seria exatamente uma cópia do que já visto ou ouvido? O que não se olvida. E há em minha mente boas lembraças de uma noite alucinante!
Havia uma garota, um garoto, álcool e música. E quais seios eram aqueles. Transcender às barreiras da mente, eis o objetivo de algo. Deixar-se levar pela música, pelo sentido, pelo instinto. Todos nós precisamos de algo para sanar as dores d'alma. A dor original não é um pecado, nem crime, nem condenação. É o que há. E há também o prazer. O prazer entoado e trovado pelos escritos malditos, benditos esses.
E ao expelir daqueles pulmões - de belo busto - uma fumaça branca e angelical, meus olhos novamente grelavam sobre sua superfície mais indecente, quase completamente desnuda. Seus quadris tão oblíquos e quase imperceptíveis ao meu devaneio sexual, apressavam-se em rebolar ao meu desencontro. Soavam como uma dança da chuva, implorando-me para chover sobre eles o meu líquido sagrado - vitalício naquele ventre. Não tinha olhos, não tinha boca, nem nariz. Apenas uma expressão malignamente safada ao rosto. E cruelmente tentadora. Eu, naquele momento, explodia em prazer para dentro de todo o meu interior etílico. Qual sensação! Você deveria experimentar. E a garota sentiu isso. E o garoto também. E eu senti muito mais. Mais que os dois em uma polixa foda.
Depois de uma boa noite, um mau dia. Quando há dia. Não quando se há o velho e bom Chico ao pé do ouvido e cinquenta gramas de palavras. Lidas, tocadas, sentidas, cheiradas e tragadas. As palavras não são vício de apenas um sentido, são a droga completa de tudo que se precise. Se remediar é preciso, ler é preciso. Escrever não é preciso. 'Inda mais tão torto e tão sóbrio.
Porém 'inda é melhor sofrer em dó menor do que você sofrer calado.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Pensar, prensar, frisar, fritar

A felicidade é algo muito engraçado. Meu cachorro não sabe transformar decimais em binários, mas parece bem mais feliz que eu.
Acredito que todos tenham uma aspiração na vida. Alguns aspiram ao amor, outros ao dinheiro, outros às drogas, outros ao conhecimento e ainda outros ao nada. Não acho que tenha encontrado a minha aspiração. Sou um poeta mascarado. Poeta de sete faces que ainda não descobriu o que quer. 'Inda busco o meu papel nesse longa e talvez morra como espectador. Não sei se morreria feliz, mas morrerei. Morrerei assim como todos. Todos que encontraram suas aspirações, todos que não o fizeram. Todos os felizes e todos os infelizes. Todos como você. Essa última parte não é bem verdade: não como você. Ou talvez tenha comido. Ou talvez eu coma. Se estiver afim, é avisar.
Há uns dias em que tudo parece o que realmente é: uma merda. E a falsa maquiagem que esconde todos os defeitos e as imperfeições é arrancada abruptamente, provocando o caos. O que seria dos tristes humanos sem a ilusão? Não sou um cara legal, simpático, bonito ou mesmo atraente. Mas considero-me consciente e tanto! Melhor bater a cara contra a realidade que ficar fantasiando superficialidades. À superfície, apenas à superfície. À superfície da pele, da mente, dos olhos, e do peito. Nossos quatro elementos. Se felicidade for tão pouco profundo, digo adeus às minhas noites de sobriedade. Adeus.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Lá se foi mais um suicida em potencial

Quando cheguei ao ponto de ônibus havia um garotinho chorando, aos braços da mãe. Eu sempre gostei de bebês e aquele choro lamentável, empurrado e fingido me atraiu como se fosse curvas de uma bela fêmea. Mas tentei desviar o olhar, disfarçadamente. Sabe, há mulheres que não gostam de notar que estão sendo insistentemente devoradas por olhares - elas preferem apenas imaginar que estão sendo desejadas e fruto de uma masturabação póstuma. Um tempo depois, uma mulher se dirigiu ao garoto "você vai ficar aí chorando? Eu vou chamar a polícia! Você quer que eu chame a polícia? Então fique quieto!". O menino, coitado, nem deu ouvidos. Ser atormentado - àquela idade - com uma chantagem estúpida dessa. No entanto, ao ouvir o soar das teclas do celular ao serem pressionadas pela má feitora, ele soltou um gemido qualquer misturado à um não. E ela repetiu a tortura.
Depois não restam dúvidas do porquê de a polícia ser assim. A civil, corrupta - como todas as outras. A militar, estúpida - como todas as outras. A federal, só corrupta e estúpida - menos que as outras, eu acho.
Melhor é se perguntar o porquê de um indivíduo disparar uma arma de fogo repetidas vezes para matar estudantes, parentes, ou sejam lá quem ou o quê for. Aposto que você tem muitas respostas para isso, não tem? Sinceramente, eu teria os meus motivos - e espero que alguém da faculdade leia isso.
Ao relatar o caso dos homicídios em série ocorridos ontem na Alemãnha e nos Estados Unidos com um colega de turma, o senhor das casualidades deu-me um ar de psicopata maníaco que planeja alguma chacina. Não, não planejo.
Um ato como tal requer uma sobriedade extrema e incalculada. Para uma mente chegar à conclusão de que todos os humanos merecem a morte, ela tem de estar realmente iluminada, em um grau de iluminação que nenhum Buda alcançou. Que dirá eu. Essa mente tem de estar livre de qualquer dosagem de hipocrisia ou outra droga que amenize o sentimento do humano incapaz, insuficiente, estúpido e racionalmente ignorante. Derramar, de tal forma, sangue inocente não é como cometer suicídio por uma paixão mal resolvida ou qualquer outra tolice desse gênero. É mostrar que tem algo a dizer, que não cabe mais em si. E, depois de tanta morte, dor e sofrimento, continua não cabendo.



As palavras finais da chacina em Virgínia Tech - por Cho Seung-Hui
Eu não tinha de fazer isso. Eu poderia ter desistido. Eu poderia ter evitado. Mas, não. Eu não irei fugir. Não é por mim. Por minhas crianças, meus irmãos e irmãs que vocês foderam! Eu fiz isso por eles. Quando chegou a hora, eu fiz. O que tinha de fazer. Vocês sabem como é ser cuspido na cara e levar lixo goela a baixo? Vocês sabem como é cavar suas próprias covas? Vocês sabem como é ter uma perfuração varando suas cabeças, orelha a orelha? Vocês sabem como é ser queimado vivo? Vocês sabem como é ser humilhado e empalado sobre uma cruz? E ser largado sangrando até morrer, só por diversão? Vocês nunca sentiram uma única pontada de dor em toda a vida. Vocês quiseram tornar nossas vidas mais miseráveis que puderam só por acharem que podem? Vocês sempre tiveram tudo que quiseram. Suas Mercedes não foram suficientes, seus pirralhos. Seus colares de ouro não foram suficientes, seus esnobes. Seus fundos de confiança não foram suficientes. Suas vodkas e conhaques não foram suficientes. Todos os seus deboches não foram suficientes.
Nada disso foi suficiente para realizar suas necessidades hedonistas. Vocês tiveram tudo. Vocês vandalizaram meu coração, estupraram minha alma e puseram fogo em minha consciência. Vocês pensaram ser essa a vida de um garoto patético que estavam extinguindo. Agadeço a todos vocês, morro como Jesus Cristo para incentivar gerações de fracos e oprimidos. Vocês tiveram cem milhões de oportunidades de evitar o dia de hoje. Mas decidiram derramar meu sangue. Vocês me colocaram em um beco sem saída e não me deram escolha. A decisão foi de vocês. Agora suas mãos estão manchadas de sangue que nunca poderá ser lavado.
- Traduzido por mim.

quarta-feira, 11 de março de 2009

ISTOÉ a cabeça do meu pau.

Quero desdizer tudo o que havia dito antes. E que prestem, todos, muito bem atenção.
Não sou leitor assíduo de qualquer revista que se valha, no entanto, entre buscas alheias de informações quaisquer, deparo-me com livretos típicos dessa era. Entre eles, um vem assolar mais assiduamente minha pobre cabeça animal. A revista Veja.
Não digo que seja, de todo, inútil. Sim que é em grande parte. Às vezes há de se aproveitar um verso - se muito - quando não apenas uma palavra que não tenha o mínimo de sarcasmo e ironia, requisito básico para todo e qualquer artigo publicado pelo meio de veiculação.
Apenas acho que, como tal, a pronunciada deveria se dar ao respeito com toda a população brasileira e omitir certas opiniões completamente fúteis e de nenhuma valia para o leitor que deseja, ali, encontrar um horizonte onde firmar a visão de um pensamento acerca de qualquer tema em vigor. Deveria-se substituir as críticas inúteis e repletas de sensacionalismos baratos por críticas que refletissem o espaço político-social em que subexistimos; os escárnios por elogios, menos capitalistas que fossem; as tricas por discursos realmente pungentes ao conflito, qualquer que seja esse.
Não acho que seja válido despender mais que essas palavras por um assunto que não vale merda, tal qual é a revista. Sendo, para mim, temas como sexo, masturbação mental, putaria, etc. assuntos bem mais proveitosos - ao menos para o meu ego.
E pra quem acha que não tenho razão, menos ainda argumentos suficientes, assistam ao vídeo ou continuem enchendo suas cabeças com informações manipuladas e manipuladoras.


domingo, 8 de março de 2009

Ao dia, o sexo frágil

Ah, mulheres! O meu outro post do dia reflete às suas imagem e semelhança e, bem provável, meu primeiro post nesse blog também. Ainda mais: quiçá, o último refira-se mais uma vez ao gênero agraciado por deus dentro da espécie humana.
A bem da verdade, não é possível generalizar uma classificação dessa magnanimidade sobre qualquer fato sob o céu e sobre a terra. Essa divisão - mais que biológica - se inicia no ato do instinto sexual. A busca pelo prazer, comum aos dois gêneros, incitou que os humanos transassem - e transassem muito - desde a idade da pedra lascada.
Entretanto, usando de toda a malícia concedida pelo fruto pecaminoso do éden, a mulher se fez perceber perseguida e ainda hoje utiliza-se dos seus encantos divinalmente concedidos para equiparar-se ao sexo masculino (n'uma luta entre sexos muito pungente ao feminismo): ainda frágil, poderosa; mesmo que de menor porte físico, grande porte de dotes; contra a imponderância masculina, o sutil modo de calcar sobre saltos com um rebolado majestoso. Longe de mim qualquer rotulação quanto à sensualidade e/ou beleza feminina, sendo esses dois quesitos naturais e intrínsecos a toda e qualquer mulher - mesmo que não apercebidos.
É de foder, notar que mesmo com essas características - e hão de concordar comigo - não há possibilidades de discernir sobre a orientação sexual do indivíduo. Ao meu ver, é completamente compreensível que uma garota sinta atração por alguém de bumbum apetitoso e seios assaz. Só é de difícil compreensão a atração por homens. Mas talvez seja explicável: tem origem em nossa ancestralidade. A força (de trabalho), a coragem (contra baratas, essencialmente) e a resistência (sexual, de suma importância) são características vitais para a existência do homem sobre a Terra, caso contrário, as mulheres sobreviveriam proeminentes e hegemonicamente nesse planeta. Mesmo assim, desde sempre todo homem quis que todo dia fosse dia de mulher - e aqui, uma orientação sexual implícita.
Portanto, parabéns, mulheres! Feminismos e machismos à parte, a guerra dos sexos faz-se valer realmente no ato sexual. Em uma batalha sem derrotados e vencedores, apenas dois lados rendidos ao prazer. \o_
Ai, as uvas. Uvas são afrodisíacas. Dá-me uvas, minha mãe. Dá-me-as na boca! E me ensina que hora é essa que não é nem madrugada, nem é manhã. É uma hora que ecoa soberana sobre os tímpanos dos meus neurônios - súditos de qualquer vibração sonora que se valha.
Uvas. Gostosas uvas. Naturais uvas. Tua vulva. Nossas uvas. Minha uva. Uva-me e conjuga esse espermático urro de um susurro tão barulhento quanto as uvas que agora como. Ai, as uvas.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Foda-se você.

N'um futuro bem próximo, os computadores serão capazes de detectar a embriaguez de seu usuário e logar automaticamente nos blogs, flogs, e-mails, etc. N'um futuro bem próximo, mas não é agora, infelizmente...
A cabeça pode até esquecer, mas o estômago não esquece nunca! E vai vomitar todas essas idéias infames em cima de você, pobre deletério de alucinação hepática!
Porra! Tem uma parada no dicionário da priberam que é muito louca! Uma onda de conjugar os verbos. Se você for um tapado, ou uma tapada, em português, vá lá no google e digite priberam ou dicionário priberam.
Eu deveria ter escrito tudo que eu queria escrever agora, caralho! Mas eu quero mesmo é mais que você se foda. Você e todos vocês. Você e os humanos. Você e eu. Você e sua família. Você e sua mamãezinha, caralho. Você e a orla toda. Você e a cidade inteira! Você e seu rabo de anatomista. Você, porra! Já pensou quantas vozes você se fodeu nesse parágrafo??? E eu não sou tão egocêntrico assim! Já que dessa vez não falei tanto em mim. Eu, eu, eu, eu, eu.
Foda-me o eu!!
E foda-se o você.
É que eu gosto de dizer foda-se, s'il vous plaît!

quarta-feira, 4 de março de 2009

O prospecto circunspecto do aspecto do deferente

As feias - e Vinícius - que me desculpem, mas, além da beleza, há também o crucial domínio da língua portuguesa.
Continuando a porra do post, que ainda não estou suficientemente bêbedo...
Quando ela senta em meu pau e me chama de espeçial... é uma sensação incômoda que desperta uma pontinha de desconfiança no meu mais masculino átomo. Apesar de ter consciência de que ela quer um pauzinho a mais, uma cedilha drástica dessa é de fazer qualquer um brochar.
Mas eu, por mim achar - e não é por ME achar, seus debilóides mentais -, acho que Vinícius não pensou muito nisso. Em sua poesia há mulheres tão perfeitas quanto as da minha poesia. São sempre inatingíveis, pois não existem. E, quando o ósculo santo do sagrado beijo consegue concretizar a junção de dois lábios, a Maria em questão é sempre cheia de defeitos, comum, banal, não presta, é vadia passada.
Continuando o pensamento filosófico e deixando o âmbito pervertido de lado - o que é logicamente impossível - são meia-noite e o ônibus para a última parada vai passar. Feliz orgasmo para todos vocês.
Amem.