quarta-feira, 4 de março de 2009

O prospecto circunspecto do aspecto do deferente

As feias - e Vinícius - que me desculpem, mas, além da beleza, há também o crucial domínio da língua portuguesa.
Continuando a porra do post, que ainda não estou suficientemente bêbedo...
Quando ela senta em meu pau e me chama de espeçial... é uma sensação incômoda que desperta uma pontinha de desconfiança no meu mais masculino átomo. Apesar de ter consciência de que ela quer um pauzinho a mais, uma cedilha drástica dessa é de fazer qualquer um brochar.
Mas eu, por mim achar - e não é por ME achar, seus debilóides mentais -, acho que Vinícius não pensou muito nisso. Em sua poesia há mulheres tão perfeitas quanto as da minha poesia. São sempre inatingíveis, pois não existem. E, quando o ósculo santo do sagrado beijo consegue concretizar a junção de dois lábios, a Maria em questão é sempre cheia de defeitos, comum, banal, não presta, é vadia passada.
Continuando o pensamento filosófico e deixando o âmbito pervertido de lado - o que é logicamente impossível - são meia-noite e o ônibus para a última parada vai passar. Feliz orgasmo para todos vocês.
Amem.