- Adoro a palavra foder. Tá bem que, de vez em quando, alguém pode se enganar e trocar a grafia de uma palavra por outra. Escrever besteira, porcaria, zorra. Dar uma de néscio, beócio, recalcitrante do português. Mas não eu. Muito menos com uma palavra tão bela e semanticamente aprazível quanto foder!
- Jamais utilizaria um artigo definido antecedendo o substantivo cu (ou cú, como acho que realmente escrevi em declarações anteriores - datadas do ano de 2007). Não sei se sou divinamente agraciado em saber disso mas o uso de artigo definido antes de nomes próprios reflete uma certa intimidade entre quem emite a mensagem e o objeto do qual se fala/escreve. Sendo "cu" um objeto tão íntimo, julgo-o quase um nome próprio. Portanto, não faria uso do "o" antes do cu - exceto se fosse um que eu já tivesse experimentado e feito isso com certa... digamos... competência sexual.
- Não há um terceiro motivo. Poderia repetir o segundo e renovar os meus vãos conhecimentos sobre a língua portuguesa mas prefiro interpelar para uma justificativa semântica da frase como um topo - quase uma apelação sentimental ou emotiva, que seja.
A minha infeliz citação fazia referência a um texto do falecido Bukowski - tinha que ter alguma coisa com esse velho tarado. Foder cu de gato é o mesmo que fazer política. Não irei copiá-lo ou transcrevê-lo nessas singelas linhas que perfazem esse injustificável blog. Mas só digo que nada entendo de política. Assim sendo, Charles me convenceu facilmente com argumentos palpáveis de que política é mesmo uma arte dessas. Para mim, foi mais convincente que Platão em "A República". É isso. Chega de justificativas que não hão de ser aceitas, justificáveis ou ao menos lidas.
Adios.