Lavar a louça até que é bom. A gente pensa um bocado quando se está lavando a louça. Mas não o bastante - acho que pensar nunca é uma tarefa suficientemente realizada. E ainda mais hoje com essa história de big brother: as pessoas estão pensando cada vez menos e vivendo cada vez mais a vida dos outros (outros que, 100 em 100, pensam bem menos que seus espectadores). Fico matutando com minhas bobinas... pode ser que futilidade, burrice e invalidez mental sejam requisitos básicos para entrar em uma casa de reality show como esse anteriormente - infelizmente - citado.
Geralmente nessas horas - quando começo a falar, ou pior, escrever tanta merda - começo a lembrar do Bukowski. Coitado, já não está mais aqui para se defender dos meus pensamentos. Ninguém nunca conseguirá enganar os outros como esse cara enganou. Ele foi um gênio. Maluf tentou, Collor tentou, Lula está tentando e Dilma pode até tentar. Mas será em vão: a arte de ludibriar as mentes alheias parece ser dom dos escritores... e esse tal de Bukowski então. Reli o início do parágrafo e quis reescrevê-lo: ainda bem que jaz morto morrido o dito findo, jazido e finado Charles. Não está mais aqui para ler essas baboseiras que escrevo sobre ele - e, vendo que o misturo entre os nossos queridos políticos no mesmo parágrafo, bem capaz de querer uma retaliação através das letras.
O que será que escreveria? Me identifiquei uma vez com um trecho de seu texto em que dizia mais ou menos o seguinte: "esses escritores são uns caras realmente perigosos. Principalmente os que escrevem sobre paz e amor." Hahahaha. Genial, não é? Não que eu seja um pacifista mas o amor, meu caro, não me sai da ponta do dedo um só instante.
Sim, comecei uma frase com um pronome oblíquo: sou universitário e já me dou a certos luxos. É mesmo: da última vez que postei algo nesse blog, ainda não tinha... argh! Já faz tão tempo que não o atualizo. Já fiz tantas coisas desde então, já deixei de fazer milhares de outras. Mas deixo para escrever das coisas que não faço, pois parecem bem mais interessantes - quiçá uma maneira de me auto-realizar. Escrever também sobre a vida nova, que está cada dia ficando mais velha, deixando a barba crescer e talvez também os pentelhos e falar sobre o amor que é de praxe e atender ao título do blog e mencionar sempre o velho Buk e tentar respeitá-lo um pouco mais em sua cova e cometer pleonasmo e fazer isso quase de uma maneira redundante e a ponto de quase me tornar um criminoso. É isso só.