A literatura não é uma ciência. É arte. Como tal, não é possível esquadrinhar algumas centenas de axiomas a seu respeito e ponto: tudo definido, tudo sintática e semanticamente correto, tudo plausível para qualquer bom leitor que se valha de algum do - torpe - senso crítico literário. A literatura de verdade há de ser deglutida, ruminada, excretada e reciclada. Ou atirada ao lixo.
O bom leitor há de se valer dos seus estado de espírito, sentimento e carga empírica que leva consigo desde o nascimento. Só assim para se interpretar as poesia e prosa (em suas formas artísticas) como elas devem, de fato, ser interpretadas. Chega daquela interpretação medíocre das professoras de ensino fundamental - querendo descobrir sempre uma razão quase científica e metodológica de o poeta escrever sobre um rio, um corvo ou um espelho. A experiência do agente literário, afinal, é em demasia diferente da experiência de qualquer leitor de suas obras. Tentar exprimir racionalmente todo o sentimento que há nas letras é perder a melhor parte de tudo o que há nelas: o sentimento. Aliás, há sempre a possibilidade de um escritor ser simplesmente um belo mentiroso, um charlatão ou simplesmente um condenado - e estes sentem bem mais que qualquer razão científica que pudessem exprimir em versos e frases.
Sintetizando: não use o dicionário para fins emocionais. Se as palavras são, em sua maior parte, confusas e mal explicadas, viva! Joguem-se no lixo os termos inteligíveis. Não creio que existam textos impróprios para certas retinas, mas apenas que o resto do organismo (principalmente órgãos sexuais, estômago e cérebro) não se atém ao contexto do que é expresso. A literatura é livre.
A literatura é liberdade.
A literatura é libertina. Danem-se os críticos literários. Fodam-se seus cachecóis em seus pescoços roliços e afeminados. Deveriam usar uma lâmina em seu lugar. Basta de ódio. Não basta, não. Que explodam seus intelectos pernósticos e insensíveis que algum cretino pode tentar ver nestas palavras que escrevo. Que seus cabelos, ao cair, favoreçam alguma absorção de raios de sentimentos sifilíticos em lugar de apenas explicitar 'inda mais seus desejos homossexuais por uma glande.
Eu não sei porra de nada de literatura. Tudo que escrevo é completamente empírico (repeti a porra desta palavra e repetirei quantas porras de vezes forem necessárias e repetirei porra também e repeti e "e"). Devido a quê? Devido à minha professora de português do primário. Devido às garotas pelas quais me apaixonei veementemente. Devido às garotas pelas quais me apaixonei veementemente e nunca comi, feito faísca atrasada. Devido às garotas pelas quais me apaixonei veementemente e comi, feito um incendiário completamente desvairado. Devido aos meus hormônios, enfim. Não atribuo nenhum pixel de qualquer letra dessas a qualquer escritor que seja. Ele pode vir do inferno pra comer meu rabo esta noite, mas eu não mudo de ideia. Chega desta emotividade poética.