quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Relatório Onírico

Eram 4:42h da manhã. Já vinha na mente a imagem de um sol - ainda distante - a nascer. Sabia que ele viria, e que merda! Eu estava adorando aquilo tudo: a madrugada, a bebida - que não era BEM alcóolica - o tempo, a ausência de humanos e a presença dela. Não a tinha visto muitas vezes antes, apenas no trabalho, quando fingia estar trabalhando. Mesmo não sendo um bom intérprete, eu não tinha culhões para cantá-la ali, em pleno expediente vespertino.
Que mulher! É intrigante como algumas mulheres fascinam, mesmo sem ser bonitas. São tesudas. E ela sabia mais que qualquer outra como ser assim. Suas pernas cheias e roliças sustentavam um ventre majestoso - digno da clássica mulher burguesa. Seus seios, tão sutilmente escondidos entre tantas vestes, pareciam sempre querer saltar em minha direção quando ela me olhava com aquele olhar safado, delinqüente, libidinoso. E, meu amigo, ela sabia como fazer aquilo.
Foi então - entre tragos de ar e outras coisas mais - que ela simplesmente abriu a boca e veio com língüa e tudo para cima de mim. Eu fiquei em êxtase. Levantou a blusa e deixou à mostra duas consideráveis porções de carne, redondíssimas, cada uma coberta de uma seda rosada que tentava esconder quase todo aquele peito. Era a gordinha mais gostosa que já vira.
Depois de todo aquele momento fora do chão, toquei novamente a superfície terrestre e avistei um estranho triângulo vindo em nossa direção. Não tive muito tempo para tentar adivinhar de que se trataria aquela visagem: o projétil aingiu a calçada, distando uns cinco metros de onde estávamos, n'uma horrenda explosão. Mandei-a correr, peguei alguns poucos pertences e corri desesperadamente.
Entrei no shopping. Vi umas vitrines, umas raparigas do passado e o piso molhado. Ainda estava à flor da pele. Entrei no mictório, fechei os olhos e acordei.