Fui ao supermercado. No caminho, encontrei um amigo que fez "legal" para mim à distância. Ele não chegava aos três anos de idade, mas erguia o braço e estendia o pequeno polegar veementemente e com certa diligência. Tenho certeza que em seu pequeno cérebro de criança não fazia idéia de que significava aquilo: em sua face não havia nenhum sinal de contentamento ou surpresa ao me ver. Apenas fazia isso, como um animal doméstico é ensinado a cagar sobre o jornal. Talvez todos os humanos sejam domesticados - ou, ao menos, a grande maioria deles. São ensinados a aprender, a ser bonzinhos, bonitos e ter sucesso. Domesticam-se à idéia de que pensam e são racionais. Quiçá os cachorros e gatos também pensem ser racionais, mas não são.
Fiquei feliz com o sinal de "legal" do guri. Eu o ensinara a fazer aquilo, acenando sempre que o via. Agora sentia-me um hábil adestrador. Quando entrei no supermercado, deparei-me logo com a funcionária mais bonita. Tava feito! Mesmo que não houvesse o que eu iria comprar no estoque, ou se meu dinheiro não fosse suficiente para comprar, não importava: minha ida já tinha sido compensada pela presença daquela figura, que me olhava estranhamente - como todos os outros olhavam.
Peguei alguns ítens dos quais precisava - ou não - e dirigi-me ao caixa de menor fila. Minha vizinha vinha logo atrás de mim, e eu já esperava a algum tempo por essa oportunidade de estar mais próximo - que uma calçada de distância - a ela. Deixei as frases programadas curtas e banais de lado:
- Você ainda tá namorando aquele cara?
- Estou - disse com o sorriso de sempre.
- Ah, que pena.
- Porquê?
Eu não gostaria de responder a essa pergunta. Não mesmo. Olhei-a de uma maneira que ela pudesse compreender o que eu estava pensando. Não poderia ser tão difícil - afinal, ela é minha vizinha! Pelo jeito, ela não compreendera:
- Espero que esteja se dando bem com ele. De todo jeito, você parece ser uma mulher que sabe o que quer.
Eu conhecia sua fama de ninfomaníaca. E nem precisava conhecer para notar isso nela. Ela rebolava de um jeito diferente, como se quisesse foder com todos os homens do planeta - ou como já tivesse fodido. Com todos, menos comigo, ainda. E isso me atraía. Além do mais, o jeito como me olhava denotava curiosidade em me conhecer, em saber como seria me ter fodendo-lhe por trás.
De qualquer maneira, nosso diálogo resumiu-se a isso. Nada de chupadas e penetrações, até então - a menos que tenham ocorrido em sua mente.
Peguei alguns ítens dos quais precisava - ou não - e dirigi-me ao caixa de menor fila. Minha vizinha vinha logo atrás de mim, e eu já esperava a algum tempo por essa oportunidade de estar mais próximo - que uma calçada de distância - a ela. Deixei as frases programadas curtas e banais de lado:
- Você ainda tá namorando aquele cara?
- Estou - disse com o sorriso de sempre.
- Ah, que pena.
- Porquê?
Eu não gostaria de responder a essa pergunta. Não mesmo. Olhei-a de uma maneira que ela pudesse compreender o que eu estava pensando. Não poderia ser tão difícil - afinal, ela é minha vizinha! Pelo jeito, ela não compreendera:
- Espero que esteja se dando bem com ele. De todo jeito, você parece ser uma mulher que sabe o que quer.
Eu conhecia sua fama de ninfomaníaca. E nem precisava conhecer para notar isso nela. Ela rebolava de um jeito diferente, como se quisesse foder com todos os homens do planeta - ou como já tivesse fodido. Com todos, menos comigo, ainda. E isso me atraía. Além do mais, o jeito como me olhava denotava curiosidade em me conhecer, em saber como seria me ter fodendo-lhe por trás.
De qualquer maneira, nosso diálogo resumiu-se a isso. Nada de chupadas e penetrações, até então - a menos que tenham ocorrido em sua mente.