Fui ao banco abrir uma conta. Estava determinado. Determinação era a palavra chave, o que eu precisava para tomar uma atitude tão insana. Não sabia de onde tiraria dinheiro para alimentar o mundo capitalista, mas tiraria de algum lugar.
Escolhi o banco cuidadosamente: apesar de ter menos caixas que os outros, era o banco com as atendentes mais bonitas. Não importasse quanto tempo passaria na fila, teria algo pra fazer enquanto isso - ficar cutucando com meus olhares pontiagudos as roupas finas e justas de todas aquelas charmosas bancárias. Nunca ouvi falar em um fetiche que envolvesse uma bancária. Talvez fosse o meu.
Havia uma garota com uma bunda fantástica. Não havia como NÃO olhar para aquele traseiro: você podia passar duas horas encarando aqueles olhos verdes durante uma conversa - não sei se ela tinha vocabulário para duas horas de papo - e, assim que ela virasse as costas, seus olhos simplesmente miravam aquele divino mistério na existência humana: como aquelas nádegas entravam naquela calça? Como será que ficariam completamente desnudas? Tudo nela chamava atenção: cabelos dourados, olhos verdes claríssimos, seios firmes, muita maquiagem. Aliás, tudo nela me parecia muito artifial. Em nada me atraía.
Não peguei fila, sentei logo na poltrona abaixo de uma placa grande marcada com letras garrafais: ABERTURA DE CONTAS. A atendente era uma moça que eu já conhecia há algum tempo. Foi na última vez em que enfrentei a fila de PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS. Ah, sim! Eu tive o que fazer durante uns qüarenta e cinco bons minutos. Ela, definitivamente, fazia o meu tipo. Cabelos curtos e negros com umas mechas de cor flictis, rosto de mulher experiente, seios fartos, cinturinha delgada, um bumbum sereno que ficava delicioso e tentador apertado por aquele tecido da calça do banco.
- Quero abrir uma conta. - disse isso e ela foi agindo como um robô, pedindo meus dados e fazendo perguntas indelicadas. "Espero que ela não seja assim na cama", pensei.
- O senhor deseja intitular a conta?
Puta que pariu! Tenho dezessete anos e essa gostosa me chamando de senhor.
- Como assim intitular?
- Algo como "Casa Própria", "Carro Próprio", "Propriedade".
- Pode por Sonho Impróprio. - tinha de ter algo com propriedade? Esse mundo capitalista tão egoísta e rotulista.
- Bem, é um título. Certamente uma casa, um carro ou uma propriedade. - ela disse, com o tom mais informal que uma bancária gostosa poderia usar ao atender um cliente em plena terça-feira às onze da manhã.
Há mulheres que sentem mais tesão pela manhã.
- Vou me mandar daqui. Não tem muita gente que intitula sua conta com "Viagem" ou "Fuga"?
- Não. E quanto de quanto dinheiro você vai precisar para realizar esse sonho?
- Não estou preocupado com isso. Tudo o que eu puder acumular até chegar a hora de ir embora.
- E quando vai ser o momento de ir embora?
- Não estou preocupado com isso. O momento vai chegar, espero que não demore muito.
Ela terminou e me deu o número da conta, a senha, etc.
- Volte em uma semana para pegar o cartão.
Levantei, saí e dei de cara com o mundo: mais quente, mais feio e mais pobre - com cem reais a menos - que quando havia entrado no banco. Nada mais de gostosas bancárias por hoje. Tinha esquecido de reparar no corpo de minha atendente enquanto ela me fazia todo aquele questionário. Talvez, procupada com meus olhares, ela se ocupava em me entreter o máximo que podia. E conseguiu. Mas tudo bem, eu voltaria mesmo. E meu expediente da manhã estava perto do fim.
Não peguei fila, sentei logo na poltrona abaixo de uma placa grande marcada com letras garrafais: ABERTURA DE CONTAS. A atendente era uma moça que eu já conhecia há algum tempo. Foi na última vez em que enfrentei a fila de PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS. Ah, sim! Eu tive o que fazer durante uns qüarenta e cinco bons minutos. Ela, definitivamente, fazia o meu tipo. Cabelos curtos e negros com umas mechas de cor flictis, rosto de mulher experiente, seios fartos, cinturinha delgada, um bumbum sereno que ficava delicioso e tentador apertado por aquele tecido da calça do banco.
- Quero abrir uma conta. - disse isso e ela foi agindo como um robô, pedindo meus dados e fazendo perguntas indelicadas. "Espero que ela não seja assim na cama", pensei.
- O senhor deseja intitular a conta?
Puta que pariu! Tenho dezessete anos e essa gostosa me chamando de senhor.
- Como assim intitular?
- Algo como "Casa Própria", "Carro Próprio", "Propriedade".
- Pode por Sonho Impróprio. - tinha de ter algo com propriedade? Esse mundo capitalista tão egoísta e rotulista.
- Bem, é um título. Certamente uma casa, um carro ou uma propriedade. - ela disse, com o tom mais informal que uma bancária gostosa poderia usar ao atender um cliente em plena terça-feira às onze da manhã.
Há mulheres que sentem mais tesão pela manhã.
- Vou me mandar daqui. Não tem muita gente que intitula sua conta com "Viagem" ou "Fuga"?
- Não. E quanto de quanto dinheiro você vai precisar para realizar esse sonho?
- Não estou preocupado com isso. Tudo o que eu puder acumular até chegar a hora de ir embora.
- E quando vai ser o momento de ir embora?
- Não estou preocupado com isso. O momento vai chegar, espero que não demore muito.
Ela terminou e me deu o número da conta, a senha, etc.
- Volte em uma semana para pegar o cartão.
Levantei, saí e dei de cara com o mundo: mais quente, mais feio e mais pobre - com cem reais a menos - que quando havia entrado no banco. Nada mais de gostosas bancárias por hoje. Tinha esquecido de reparar no corpo de minha atendente enquanto ela me fazia todo aquele questionário. Talvez, procupada com meus olhares, ela se ocupava em me entreter o máximo que podia. E conseguiu. Mas tudo bem, eu voltaria mesmo. E meu expediente da manhã estava perto do fim.