Explicito que o intuito desses rascunhos é, não explicar, debater e buscar soluções ou justificativa sequer, mas sim confundir a mente de todos que repousam sobre tais letras o mascarado olhar do hipócrita que busca a verdade. Creio eu que, neste tópico, não precisarei usar de todas as minhas artimanhas de persuasão, sempre indefectíveis. Sendo mais um que buscava a verdade na emissora do Senado da República Brasileira, só encontrou, o meu olhar hipócrita, confusões, ladainhas e perturbações à minha mente sã.
Bem, a mim, como leigo - no que se trata de política - que sou, não caberia entender de cara tudo que se passava diante daquele batalhão de senadores descompassados e com histerismos capazes de tirar o sono de qualquer cidadão que se preze. Tão pouco compreender que, ainda a base aliada ganhando por uma diferença de uns seis ou sete pontos, seriam precisos quarenta e nove votos para aprovar o inquérito sobre a prorrogação do imposto.
Imposto esse que, como todo o resto do país, não sai do provisoriamente emergente, periférico ou central, firmando-se à posição de "tributo provisoriamente não prorrogado". Para confirmar a esdrúxula nomenclatura, estão as palavras do prezado - por alguns - senador Arthur Virgílio (não escreverei senador com "S" maiúsculo n'uma época em que se discutem as citações de um Deus minúsculo): O governo é que vai decidir se achar que pode [negociar]. Se quiser, vamos discutir a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento, a aplicação de um redutor nos gastos públicos, a redução da alíquota [da CPMF] e a destinação de recursos para a saúde. Não negocio se me insultar. Se o presidente não ficar com piadinha, seremos parceiros para buscar uma saída para o país.
Piadinha do presidente a mim mais parece uma das músicas mais presentes no repertório das politicagens baratas. Entretanto, o que a mim também parece piada é o fato de o sujeito derrubar uma árvore e, logo em seguida, querer enxertar a mesma no rabo de todos os brasileiros que respiraram mais aliviados após a "sessão-votação" da câmara do senado. Mais que piada, parece-me apelo por popularidade e uma boa imagem diante à opinião pública, coisa que sempre penso ao ver os ternos flutuantes de cabeças pensantes no canal 12 - se canal 12 em seu receptor for TV DO GADO, é mera coincidência, eu quem programou os canais no meu televisor.
Hoje, na creche que fica próximo à minha casa, havia dois operários serrando uma palmeira imensa que, por causa do seu tamanho, não podia ser derrubada sem causar dano às edificações ao redor ou à alguma criança que ali se encontrasse desamparada. Ao perceber o cessar do barulho da serradeira elétrica, olho pela janela e vejo a máquina plantada no topo da árvore morta, o andaime montado e os trabalhadores certamente com suas bóias frias. Deviam mesmo querer matar algumas criancinhas. É isso que fazem os políticos da nossa nação: cortam os pepinos sobre as nossas cabeças, fatia a fatia - como n'uma pizza -, para não o derrubar inteiro sobre nós. E, n'um cessar da estrondosa calamidade pública na qual nos encontramos, há, no topo dessa grande palmeira que chamam República Democrática, uma foice pronta a nos degolar o mais vívido suspiro e clamor por dignidade e liberdade.
Perdoem-me qualquer consternação.
Bem, a mim, como leigo - no que se trata de política - que sou, não caberia entender de cara tudo que se passava diante daquele batalhão de senadores descompassados e com histerismos capazes de tirar o sono de qualquer cidadão que se preze. Tão pouco compreender que, ainda a base aliada ganhando por uma diferença de uns seis ou sete pontos, seriam precisos quarenta e nove votos para aprovar o inquérito sobre a prorrogação do imposto.
Imposto esse que, como todo o resto do país, não sai do provisoriamente emergente, periférico ou central, firmando-se à posição de "tributo provisoriamente não prorrogado". Para confirmar a esdrúxula nomenclatura, estão as palavras do prezado - por alguns - senador Arthur Virgílio (não escreverei senador com "S" maiúsculo n'uma época em que se discutem as citações de um Deus minúsculo): O governo é que vai decidir se achar que pode [negociar]. Se quiser, vamos discutir a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento, a aplicação de um redutor nos gastos públicos, a redução da alíquota [da CPMF] e a destinação de recursos para a saúde. Não negocio se me insultar. Se o presidente não ficar com piadinha, seremos parceiros para buscar uma saída para o país.
Piadinha do presidente a mim mais parece uma das músicas mais presentes no repertório das politicagens baratas. Entretanto, o que a mim também parece piada é o fato de o sujeito derrubar uma árvore e, logo em seguida, querer enxertar a mesma no rabo de todos os brasileiros que respiraram mais aliviados após a "sessão-votação" da câmara do senado. Mais que piada, parece-me apelo por popularidade e uma boa imagem diante à opinião pública, coisa que sempre penso ao ver os ternos flutuantes de cabeças pensantes no canal 12 - se canal 12 em seu receptor for TV DO GADO, é mera coincidência, eu quem programou os canais no meu televisor.
Hoje, na creche que fica próximo à minha casa, havia dois operários serrando uma palmeira imensa que, por causa do seu tamanho, não podia ser derrubada sem causar dano às edificações ao redor ou à alguma criança que ali se encontrasse desamparada. Ao perceber o cessar do barulho da serradeira elétrica, olho pela janela e vejo a máquina plantada no topo da árvore morta, o andaime montado e os trabalhadores certamente com suas bóias frias. Deviam mesmo querer matar algumas criancinhas. É isso que fazem os políticos da nossa nação: cortam os pepinos sobre as nossas cabeças, fatia a fatia - como n'uma pizza -, para não o derrubar inteiro sobre nós. E, n'um cessar da estrondosa calamidade pública na qual nos encontramos, há, no topo dessa grande palmeira que chamam República Democrática, uma foice pronta a nos degolar o mais vívido suspiro e clamor por dignidade e liberdade.
Perdoem-me qualquer consternação.